Antropologia Cap 2 (pto 2.2)_Apontamentos

Publicado: maio 15, 2010 em Antropologia

2.2.        Mitos e Rituais. Rituais de passagem______________________

 

v  Mitos ___________________________________________________

 

O mito é uma realidade cultural extremamente complexa, que pode ser abordada e interpretada em perspectivas múltiplas e complementares…o mito conta, graças aos feitos de seres sobrenaturais, uma realidade que passou a existir quer seja imã realidade total, o Cosmos, quer apenas um fragmento, uma ilha, uma espécie vegetal, um comportamento humano, é sempre portanto uma narração de uma criação, descreve-se como uma coisa que foi produzida, como começou a existir. M. Eliade, Aspectos do mito

 

O Mito é uma realidade cultural complexa, que significa “Palavra / Discurso / Narrativa”. É uma mensagem que pode ser abordada e interpretada em várias perspectivas. Os mitos são estratégias que a população arranjou para contar uma história fantástica, uma história sagrada, tempos fabulosos. Os mitos fazem uma ponte entre o homem e o sobrenatural.

 

Características:

·         É uma narração de acontecimentos e personagens que são extraordinárias pelos seus feitos. Têm algo de fantástico, fazem parte da dimensão do sagrado. Estas histórias fantásticas, normalmente se recorrem à origem da vida dos homens, e tentam explicar processos originais. Os acontecimentos narrados situam-se longínquos no tempo – geralmente um tempo fabuloso “o do começo das coisas”.

·         Exprimem crenças e valores culturais através do seu relato. A crença no mito é um acto de fé. Por exemplo: As figuras do mito estão sempre pendentes da nossa fé – Deuses Gregos.

·         O mito é muito importante como elemento de construção colectiva que as sociedades acalentam muito, e por isso vão passando de geração para geração. Têm um poder particular de conferir sentido à existência e orientam a nossa vida na sociedade. Somos pessoas racionais, mas mesmo assim, continuamos a contar essas histórias fantásticas de geração em geração. Exemplo: Os animais da arca de Noé e o dilúvio – é um mito cristão e mesmo assim continuamos a contar essas histórias a nossos filhos e a comprar livros. Por outro lado os mitos somos nós que fazemos também. Não deixamos que desapareçam nas gerações vizinhas. Exemplo: As lendas e as fábulas, traduzem alguns mitos

 

Tipos de mitos:

  1 – Mitos ESCATOLÓGICOS

  2 – Mitos COSMOGÓNICOS

 ( 3 – Mitos URBANOS / mitos COMTEMPORÂNEOS)

 

                              Mitos escatológicos:

Explicação da vida e da Morte e o desaparecimento do individuo (escatológico). Precisamos de explicações e a escatologia acaba por ser uma possibilidade plausível.

Ex: Adão , Eva e a serpente, a vida no paraíso, a tentação. É um mito estatológico (mito cristão).

É uma explicação entre o bem e o mal – está limitando o que se pode fazer ou não –  que orientou os crentes  para resistir às tentações, evitando perigos. Torna a vida terrena suportável.

 

                              Mitos cosmogónicos:

Reproduzem a origem dos cosmos, do mundo, a origem da existência dos homens, desde a acção de uma entidade divina que foi criando os seres.

Exemplo: África – mãe terra / outros são a água como a fonte da vida. Há tb outros que defendem a forma espontânea.

 

 

_______________ABORDAGEM ANTROPOLÓGICA DO MITO

O mito na Antropologia tem 2 funções (paradigmas): funcionalista e estruturalista,

 

  1. Função funcionalista de Malinowski:

O mito cumpre uma função indispensável em sociedade:

– Exprime e codifica o pensamento;

– Salvaguarda a moralidade;

– Contribui para a eficiência do ritual;

– Contém regras práticas que guiam o Homem;

– Não é uma história sem propósito é um mito com sentido.

– É um factor de coesão social e ordenação social;

 

  1. Função Estruturalista de Levis Strauss:

(fez trabalho de campo no Brasil com os Indios  – Os tristes trópicos).

Valoriza as estruturas, procurando a origem e o seu significado. O mito deve ser analisado em si mesmo, a partir do seu interior. É uma linguagem que tem de ser aprofundada e o Antropólogo tem de ir para além da História, porque aquilo que está disponível é apenas uma superfície.

Assim, Strauss procura as estruturas destas histórias, e procura a origem e o seu significado – O que é que os mitos tem em termos de estrutura que se justifique.

 

 

                              Mitos URBANOS / mitos COMTEMPORÂNEOS

Hoje em dia vamo-nos habituando com outros mitos sem ser religiosos. São histórias que têm uma origem  e continuam por repetição. Mitos que se criam e a razão não se sabe bem qual é, de onde vem, mas que todas as pessoas falam.

Por exemplo: Em Portugal, com a padeira de Aljubarrota.

Outro exemplo: As lojas dos Chineses.

 

v  Ritos ou rituais___________________________________________

 

São os mais estudados na Antropologia.

São práticas simbólicas, repetitivos, estilizados e estereotipados,  pelos praticantes com o objectivo de mostrar o seu  contacto com o sagrado e com isso, afastam-se da condição profana.

São práticas que pertencem normalmente ao domínio do sagrado, práticas que existe um protocolo de acção e os praticantes sabem como devem actuar.

Os ritos são a capacidade que os homens têm de se aproximar mais, , que lhe confere a condição de pessoa.

Exemplo: A oração é um ritual

 

Os rituais enquanto práticas são codificadas, tem de ser decifradas, para quem não conhece.

 

 

v  Rituais de passagem______________________________________

 

São um T de sagrado e Religioso. São actos/ acções/ cerimónias /Práticas que assinalam a paisagem de um estado para o outro, mostram a passagem de uma condição para outra- transição para um estado diferente do anterior.

 

Os mais trabalhados na Antropologia, destacam-se:

 

                                          Rito de Nomeação

                                          Rito de Iniciação (passagem da infância à idade adulta)

                                          Rito de Casamento

                                          Ritos funerários

 

Exemplo: O acto de nomear um filho, é um ritual de passagem que dá a condição de pessoa, não era cidadão.

 

Alguns comportamentos em sociedade que apresentam características atribuídas aos ritos, mas sem relação com o domínio sagrado, são os ritos seculares ou quotidianos, que é colectivo e especial.

 

________________________________________

 

Mito – história

Rito – Acção, representação do mito.

 

 

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