Antropologia_2.º teste_A identidade 3.º pto

Publicado: julho 1, 2010 em Antropologia

A IDENTIDADE: ESSENCIALISMO E CONSTRUTIVISMO.

 – A identidade como identidade pessoa (identificação)l, inicialmente começa a ser uma área da Psicologia.

– Só a partir dos anos 70/80, é que a Antropologia e a Sociologia adquirem o tema da Identidade como um dos mais importantes. Aos anos 80 o conceito de identidade era ainda um tema muito complexo.

Ex: O nosso BI/ Cartão do cidadão – que nos define como cidadãos Portugueses, em primeira instancia, que contém a nossa identificação – a nossa impressão digital – a nossa cor de olhos – altura etc.

Todos eles são factores identitários fazem parte da formação da nossa identidade.

 

 – Mas o que verdadeiramente interessa à Antropólogia política, é a Identidade Colectiva.  

 

 

IDENTIDADE COLECTIVA

É um dos temas preferenciais da Antropologia.

 – Este conceito começa a ser compreendido melhor a partir dos anos 80. Daí se começa a teorizar o factor da Pertença de cada pessoa a vários grupos.

 – Significa que nós em simultâneo temos pertenças muito diversificadas no nosso quotidiano, as quais traduzem dimensões de identidade variadas. A nossa dimensão é a nossa configuração de identidade com vários grupos.

  – Podemos dizer que a nossa identidade é constituída por variadíssimas partes que estão inter-relacionadas.

As identidades não são cristalizadas: isto é alteram-se ao longo do tempo, tendo em conta o seu quadro de relações e a sua experiencia de vida.

 – A tal Pertença a vários grupos, que acabei de referir à pouco, implica que se tenham que relacionar uns com os outro. Esta constatação fez com que muitos cientistas estudassem este tema.

Relação entre:

NÓS……………………………OUTROS

SEMELHANÇA……………. DIFERENÇA

INCLUSÃO………………… EXCLUSÃO

 

 

DEFINIÇÃO DE IDENTIDADE COLECTIVA

 

 

– Relação entre NÓS E OS OUTROS: Para Nós nos definirmos uns com os outros, estamos a assumir que existem outros e nos definimos como membro de um grupo. (falar de nós mas conceber a existência de outros)

 

– Relação entre a SEMELHANÇA E A DIFERENÇA: Quando falamos em identidade Portuguesa todos nós somos semelhantes, pois pertencemos a esta identidade, somos Portugueses.- Quando falamos em diferença – Por exemplo no que diz respeito à igualdade de género Homem e Mulher – são considerados dois grupos distintos.

 

– Relação entre INCLUSÃO E EXCLUSÃO: Quando falamos de identidade e falamos de nós próprios estamos a incluirmo-nos, como agentes dessa identidade.

 – Quando falamos de nós próprios e em simultâneo da etnia cigana, estamos a excluí-los derivado à sua configuração étnica, com cultura e identidade diferentes da nossa.

Exemplo a etnia cigana, são portugueses, mas têm uma configuração étnica tão especifica que os colocam de parte.

 

   A partir de 1989, com a queda do Muro de Berlim e o fim da Guerra fria –  À uma necessidade de se estudar a INCLUSÃO E A EXCLUSÃO, através das Políticas de Integração.

Ex: Estudo efectuado sobre a vinda de emigrantes do Leste – Quando nos anos de 90/91, começaram a chegar os primeiros emigrantes, derivado ao fim da guerra fria e da Queda do Muro de Berlim, houve necessidade de se adoptar estas Políticas de Integração.

 – E é a partir dos anos 90, que os cientistas sociais, começam a concentrar-se de uma forma mais profunda nas questões do estudo das identidades.

 

INTERESSE DA ANTROPOLOGIA SOBRE A IDENTIDADE

  – A antropologia como ciência social não podia deixar de dar o seu contributo no estudo das identidades e começa a estudar a IDENTIDADE COLECTIVA.

  Numa 1.º fase: focaliza-se na Identidade Colectiva do GÉNERO – o facto de ser homem ou ser mulher tem as suas diferenças, e a forma como o género condiciona as questões do quotidiano, sendo uma questão de relativismo cultural. Os Antropologos questionam-se: Como é que o género condiciona a forma de resolver as vida?; Qual é o peso que a cultura tem pelo facto de ser homem ou mulher?; porque aprendemos a ser homem ou mulher no grupo em que estamos inseridos?

 – Como facto do indivíduo sair do perfil traçado na sua sociedade e cultura pode ter consequências muito nefastas. Exemplo da “Maria rapaz”

Numa 2.ª fase: focaliza-se na Identidade Colectiva do ÉTNICA – É a área mais trabalhada pelos Antropólogos, Através do estudo que efectuam diariamente nas diversas instituições e organizações. O que define as etnias é a sua cultura, valores e costumes.

 Numa 3.ª fase: nas Identidades Colectivas LOCAIS E NACIONAIS  – São também um objecto de estudo Antropológico em meados dos anos 80  – E está inteiramente ligada à escala de pertença.Com a Globalização, cerca dos anos 80 tudo fica diferente, tal como a cultura própria de cada País e região altera-se rapidamente, as pessoas internacionalizam-se indirectamente através da forma como se vestem, daquilo que comem, dos hábitos que adquirem, e é nessa fase que se pensava que as pessoas acabariam por perder as suas próprias identidades, tanto locais como nacionais.

As escalas de pertença seriam cada vez mais globais e perderiam muito a capacidade de agrupar pessoas.

    E sobretudo nas identidades nacionais, que são profundamente agregadoras, e que apesar dos indivíduos,  já estarem numa fase de consumo  global, a Escala de Pertença não se alterou. Ou seja as pessoas não perderam as suas próprias identidades.

 

Perpectivas teóricas da identidade

2 teorias para explicar a identidade:

  (1) O Essencialismo/Primordialismo: são autores que procuram valorizar aspectos objectivos e vão caracterizar a essência do grupo como se ela fosse fixa/estática (conjunto de imagens e traços). No seu ponto de vista permanecem inalteráveis. Os essencialistas, estudam a História a Cultura e a Língua, como se não houve-se mudança, eles falam da Língua como se não fosse um organismo vivo.

 A Perspectiva Teórica Essencialista, concentra-se mais nos aspectos da semelhança.

 

 (2) O Construcionismo – são autores que partem do princípio que identidade não é um estado/ essencia é um processo de construção da identidade. Toda a identidade está em construção em que o Individuo tem identidades múltiplas, relacional, tem sempre uma palavra a dizer, ou seja tem uma participação activa na sociedade.  

Contudo, houve o abandono da ideia essencialista da identidade, passando à perspectiva construcionista, a partir dos anos 70 .

 

Dentro da antropologia politica tem adquirido maior interessa na identidade nacional:

IDENTIDADE NACIONAL: é a identidade política, com o predomínio da consciência de pertença a uma comunidade politica. As identidades nacionais estão em permanente mudança devido a factores de natureza conjectural. São dinâmicos, em movimento e vão-se alterando conforme o contacto e relação social. Ou seja, é um conjunto de características que está em constante mudança. Além disso é uma construção, pois constrói-se consoante a relação que estabelecemos com os outros tanto a nível de identidade individual como colectiva. O que caracteriza as pessoas e os grupos é a sua multiidentidade. A forma da gestão da identidade nacional de cada um varia consoante o individuo

 

 

 História das Identidades Nacionais

 – Nos anos 40, a escola Americana de Antropologia desenvolveu estudos de carácter nacional, tem uma certa tradição na Antropologia e nas ideias do essencialismo que assentava na teoria de explicar a identidade como se ela fosse fixa.

  As identidades Nacionais são a 1.ª abordagem que a Antropologia faz às identidades;

 – É em 1939 que surge o primeiro estudo – “And Keep Your Powder Dry ou Antropologist looks to América”. Este estudo foi encomendado, pelo estado Norte – Americano, e efectuado por Margaret Mead, uma das alunas de Franz Boas; para estudar o carácter e perfil dos Norte Americanos,

 – O que o Governo Norte – Americano pretendia, era definir o perfil dos Americanos, Pois se tivessem que entrar em guerra, Já sabiam que estratégias iriam utilizar para combater o inimigo. Como é que devereiam motivar os soldados.

– Numa fase mais avançada, em 1953  surge outro tipo de estudo, “The Crisanthemim and the Sword”, efectuado por Ruth Benedict. – Este estudo tem uma relação entre a Docilidade ( Flor) e a Violência (Espada).

 

Contudo, Estes estudos iam à procura de questões específicas relacionadas com a essência das identidades, mas acabou por durar pouco tempo, em virtude de ser muito mal aceite pela crítica, sobretudo, por parte dos Sociólogos. Os Sociólogos achavam que este tipo de estudo era mais apropriado para os Sociólogos.

A crítica ao conceito de carácter nacional: perigo da cristalização da identidade e tendência para estereótipos. Perceberam a quantidade extraordinária de estereótipos, sendo características caricaturadas, exageradamente acentuadas.

Também parecia um trabalho muito pouco adequado á antropologia que se baseia no estudo de sociedades mais simples.

 

ETNICIDADE E NACIONALISMO. A INVENÇÃO DE TRADIÇÕES

IDENTIDADE ÉTNICA + AS ASPERAÇÕES POLÍTICAS =  IDENTIDADES NACIONAIS

 

ETNICIDADE     E    NACIONALISMO

 

                                     SENTIMENTO e  IDEOLOGIA    PRÍNCIPIO POLÍTICO

ETNICIDADE: A Etnicidade refere-se aos aspectos relativos à relação entre grupos que se consideram e são considerados pelos outros como sendo culturalmente distintos. Relação entre pessoas, forma como se vêm a si próprias e como vêm os outros.

IDENTIDADE ÉTNICA – Podemos dizer que cada grupo que identifica uma consciência colectiva, é considerado um grupo étnico, tem a sua própria história os seus próprios mitos, que estão relacionados com o percurso da sua História ao longo dos tempos. É também uma Identidade Cultural, pois os seus grupos constroem-na simbolicamente ao longo dos anos.

“a minha etnicidade é…”: herança cultural e passado histórico

As questões que se prendem com a etnicidade, marcam o quotidiano e impõem-se politicamente. Algumas etnicidade étnicas para alem de se mostrarem diferentes, essa diferença fundamenta uma característica política

 

 

NACIONALISMO: é um fenómeno que se caracteriza pela partilha de determinados dogmas relativos à nação e ao estado, pela prática de rituais e pelo funcionamento de instituições que garantem a sua sobrevivência

 

 A RELAÇÃO ENTRE ETNICIDADE E O NACIONALISMO é complexa e podemos considerar cada uma delas da seguinte forma:

 O Nacionalismo, tal como a ideologia étnica também acentua a semelhança e a diferença cultural dos seus membros face a outros – Aquilo que distingue o nacionalismo é a sua relação com o estado .

 O Nacionalismo tem ainda como premissa, que as fronteiras culturais e da nação devem coincidir com as fronteiras políticas.

 – Enquanto o grupo étnico se reconhece como tal, e não tem que ter implícita na sua definição como tal, uma relação com o estado.

 

  – Identidade Nacional – Está inteiramente ligada ao Nacionalismo, pois quando valorizamos muito a nossa identidade nacional, tornamo-nos Nacionalistas. Quando nós valorizamos muito a nossa identidade nacional, nós somos nacionalistas, pois pensamos com sentimento e ideologia.

  -O Nacionalismo, pode ser por SENTIMENTO

                                                          IDEOLOGIA    PRÍNCIPIO POLÍTICO

 

 – O Nacionalismo COMO SENTIMENTO   Ex, Quando eu digo que sou Nacionalista, estou a valorizar a cultura Nacional, sem que isso signifique necessariamente ter um sentimento de supremacia em relação ao nacionalismo dos outros.

Simbolos criados para reforço das identidades nacionais: Bandeira, hino naciona, mitos colectivos, Gastronomia Nacional,…

 

 – O Nacionalismo COMO IDEOLOGIA – O Nacionalismo como ideologia, também pode ser um conjunto de ideais muito estruturadas, que defende que cada nação deve ter o seu próprio estado.

– Diz ainda que as Nações enquanto Comunidades culturais étnicas Específicas, com a sua própria cultura, têm direito à sua autodeterminação  – Independência Política. Ex País Basco, divisões ideológicas.

No entanto o nacionalismo não significa “Hot” nacionalismo. Mas, sem dúvida todos nos somos nacionalistas. Exemplo: com o Futebol a nação mobiliza-se

 

Anos 80: emergência do nacionalismo como objecto de estudo da antropologia: porquê? Quais as motivações:

– Devido ao surgimento de movimentosseparatistasno continente europeu (pais basco, Irlanda do norte, Escócia);

– O conflito ético e o seperatismo muito violentos como na índia e a Nigéria.

– Colapso de regimes comunistas no leste europeu e a explosão de nacionalismos;

 

A antropologia interessa-se principalmente por estudar quais os mecanismos que fomentam o nacionalismo, quais os rituais e símbolos da nação, relação entre o nacionalismo e a religia , género, e o nacionalismo banal.

 

Nacionalismo banal: traduz experiencias quotidianas do nacionalismo, ou seja, como é que as pessoas vivem ou exterorizam a sua identidade nacional no dia-a-dia

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