Aprendizagem_Condicionamento operante

Publicado: julho 1, 2010 em Psicologia

PSICOLOGIA

2º SEMESTRE 2009-2010 – 2º TESTE

 

APRENDIZAGEM: Condicionamento Operante ou Instrumental

 

Forma de aprendizagem que consiste em associar um comportamento com as suas consequências e efeitos, em que o organismo produz um comportamento a que se segue uma dada consequência. É portanto um reforço positivo ou negativo ou uma punição.

Ex: Skinner: experiencia com gatos e pombos dentro de um caixa)

 

Os comportamentos são reforçados pelas consequências que se lhe seguem.

 

REFORÇO: é um estímulo que aumenta a probabilidade de uma resposta, isto é, de ser repetida. Varia de indivíduo para indivíduo, e no mesmo individuo varia no momento.

 

 

REFORCO POSITIVO

Consequência de 1 acção que lhe acrescenta algo positivo, e por isso aumenta a probabilidade de repetição da resposta.

Exemplo: O professor que elogia um aluno pelo seu desempenho num teste, é um reforço positivo, e que com a nota recebida aumenta a probabilidade de tal desempenho, ou ainda melhor no futuro.

Se a resposta a seguir for água, dinheiro ou elogio, é mt provável que a resposta ocorra no futuro.

 

REFORCO NEGATIVO

Consequencia que remove ou evita uma acção/situação desagradável, aumentando a probabilidade da ocorrência de tal comportamento, isto é, é reforçado o comportamento que evita consequências desagradáveis.

Exemplo: Após a ingestão de duas aspirinas, põe termo a uma desagradável dor de cabeço (reforço negativo) que aumenta a probabilidade de tomá-los novamente quando voltar a dor.

 

TIPOS DE REFORÇO NEGATIVO:

 

1) Condicionamento de fuga: o reforço aumenta a frequência do comportamento porque acaba com um acontecimento desagradável habitual. (aprende a criar uma resposta que põe termo a uma situação desagradável).

2) Condicionamento de evitação: reforço aumenta a frequência do comportamento de modo  adiar ou evitar que ocorra um acontecimento desagradável.

 

O Reforço pode ainda ser:

 

INTRÍNSECO: quando o comportamento se reforça por si mesmo.

 

EXTRÍNSECO: quando o comportamento é reforçado pelas suas consequências externas:

– Primário: quando não são aprendidos / espontâneos –  surgem qd o individuo se vê pela 1a vez na situação.

– Secundário ou Social: são aprendidos, não é espontâneo.

 

PERMANENTE: O reforço acompanha todas as respostas correctas.

 

INTERMITENTE OU PARCIAL: O reforço acompanha algumas respostas correctas.

 

Os mais eficazes, são os que vêm imediatamente a seguir ao comportamento.

Dependendo do tipo se comportamento, pode deixar de existir necessidade de reforço.

 

CONCEITOS IMPORTANTES:

1) REFOÇO: Acompanha ou segue-se ao acto;

 

2) MÉTODO: O acto é reforçado pelas consequências que lhe seguem;

 

3) AQUISIÇÃO: é conseguida através do reforço representado pelas consequências do comportamento.

 

4) EXTINÇÃO: ao contrário do condicionamento clássico, qd o estimulo condicionado (som) é repedida várias vezes apresentado sem o estimulo incondicionado (comida) , a resposta (salivação)  vai gradualmente enfraquecer, dando-se a sua extinção.

No caso o cond Operante, na extinção, o comportamento decresce ou desaparece por ser retirada a consequência que lhe seguia.

 

5) GENERALIZAÇÃO: é a tendência a responder do mesmo modo a estímulos semelhantes;

 

6) DISCRIMINAÇÃO: distinção de “sinais” q influenciam o comportamento, ao indicarem ou não, a provável consequência do reforço de uma determinada resposta;

 

 

Num mesmo comportamento podem combinar-se diferentes reforçadores.

 

– Quando se pretende ensinar um comportamento novo, o uso do reforço permanente é mais eficaz.

 

– Em comportamento habituais que se pretendem manter e mais eficaz o reforço intermitente ou parcial.

 

Assim é desejável para o ensino do comportamento operante e combinação:

Reforço contínuo: no inicio

Reforço Intermitente: após ter sido estabelecida a resposta.

 

 

Dentro do condicionamento operante existem

4 programas parciais básicos:

 

1) PROGRAMAS DE RAZÃO:

 O reforçador deve acompanhar um determinado no de respostas correctas. Há uma pausa depois da entrega de cada reforço.

 

A) Programa de razão fixa: O reforço ocorre após um n.º de respostas correctas (é um reforço contínuo). Este programa é eficaz mas geralmente há uma pausa depois da entrega de cada reforço.

 

B) Programa de razão variável: O reforço ocorre após um nº de respostas correctas e o n.º de comportamentos exigidos para o reforço muda aleatoriamente mas tende a aproximar-se de um dado valor médio). Este programa é eficaz e geralmente não há pausa pois não há certezas de quando virá o próximo reforço, daí que o comportamento seja mantido permanentemente.

– Não há pausa, nunca se sabe quando recebe, não há previsibilidade.

 

2) PROGRAMAS DE INTERVALO

O aparecimento do reforço depende da passagem do tempo.

 

A) Programa de intervalo fixo: O período de tempo entre os reforços e constante.

 

B) Programa de intervalo variável: O período de tempo entre os diferentes reforços varia aleatoriamente em redor de um valor médio. (Não há previsibilidade)

 

Conclusão:

– Os programas de razão tendem a produzir uma percentagem global de respostas ligeiramente mais elevada que os de intervalo;

– Os programas variáveis produzem poucas pausas;

– Os programas fixos produzem pausas mais longas mas previsíveis (após o reforço);

– Assim, normalmente estes programas combinam-se entre si;

 

A extinção, recuperação espontânea, generalização e discriminação existentes no condicionamento também são válidas para o condicionamento operante.

 

MODELAGEM: consiste em reforçar comportamentos simples que quando adquiridos progressivamente, estes passam a ser reforçados por outros comportamentos também simples no seguimento dos anteriores, que conduzem ao comportamento desejado

(ex. criança gatinha, depois põe-se de pé, da alguns passos e finalmente caminha)

 

PUNICÃO: ocorre quando um comportamento especifico e acompanhado por uma consequência que diminui a probabilidade da repetição desse comportamento.

 

 

 

– Por vezes as punições passam a reforços, isto é, em vez de eliminarem tendem a manter o comportamento (e.g. a criança que quanto mais castigada é, mais má é).

 

 – A punição ocorre depois da resposta (comportamento) e diminui a probabilidade de esta ocorrer de novo.

 

– No Reforço positivo, o estímulo ocorre antes da resposta e a sua negação torna possível a repetição da resposta.

 

VARIEDADES DE PUNIDORES:

 Aquilo que funciona como punidor varia de indivíduo para indivíduo, em que aquilo que pode ser reforço para um pode ser punidor para outro.

 

– PUNIDORES-POTENCIAIS:  Ex. – Vê lá não venhas tarde!

 

– os punidores podem ser INTRÍNSECOS E EXTRÍNSECOS (primários, secundários ou sociais)

 

O USO DE PUNIDORES no caso das crianças é feita no sentido de lhes transmitir a cultura da sociedade em que estas estão inseridas, mas o uso de punidores físicos tem sérios inconvenientes porque:

1) Pode escapar ao controlo do agente punidor;

2) Pode levar a criança a adoptar estratagemas de fuga a punição, (mentir);

3) Pode originar contra-ataques agressivos a outras crianças mais fracas;

4) Pode levar a aprendizagem de comportamentos agressivos (a criança aprende que o castigo físico é útil para educar e fará o mesmo aos seus filhos);

5) Pode criar sentimentos de ódio e medo contra os agentes punidores.

 

REGRAS ACONSELHADAS AOS EDUCADORES

 

1) Estabelecer com a criança um relacionamento afectivo para diminuir a necessidade de punição;

2) Em caso de punição, esta deve ser a + moderada possível de modo a não causar danos físicos ou psíquicos à criança;

3) O agente punidor deve ter auto-domínio;

4) O mesmo erro devera ser sempre punido da mesma forma;

5) A punição devera ser imediata após o comportamento que se quer punir, para ter um maior efeito associado à má acção;

6) Deve-se sempre explicar a razão da punição para a criança saber qual o comportamento adequado;

7) A punição não deve ser prolongada pois pode causar adaptação, deixando de ter o efeito desejado;

8) Devem ser introduzidos estímulos de natureza verbal e não verbal;

 

Os cientistas desenvolveram métodos Conhecidos como BioFeedBack, para controlar as respostar autónomas (biológicas: corar, chorar..)

 

BIOFEEDBACK: São métodos para controlar um sistema, reinserindo nele resultados do seu desempenho anterior. Os cientistas desenvolveram estes métodos BioFeedBack, para controlar as respostas autónomas (biológicas: corar, chorar..). São Utilizados para problemas como insónia, asma, etc

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