Cognição e Linguagem

Publicado: julho 1, 2010 em Psicologia

COGNIÇÃO E LINGUAGEM

 

O que é o PENSAMENTO?

 

Manipulação das representações mentais da informação, transformando essa representação numa nova e diferente a fim de responder a uma questão, resolver um problema, ou alcançar um objectivo.

 

Uma representação pode ser uma imagem visual, um som, ou qualquer dado exposto através de uma outra modalidade.

 

O pensamento constrói-se através de:

 

  1. Imagens mentais:

a.      Quando pensamos, vemos, ouvimos, etc., representamos mentalmente o objecto ou situação (inclusive o movimento).

b.       A representação mental pode ajudar a melhorar o desempenho das várias competências (e.g. correr representando mentalmente a meta).

 

  1. Conceitos (através da experiencia): Os conceitos permitem-nos pensar sobre algo e compreender.

a.      Implica categorização de objectos, acontecimentos e pessoas que possuem propriedades comuns (e.g. estudantes, professores, etc.). Através dos conceitos, conseguimos organizar acontecimentos complexos em algo mais simples sendo mais fácil memorizar.

b.      Podemos inclusive categorizar objectos que nunca vimos com base na experiencia passada. (e.g. um automóvel é sempre um veiculo mesmo que nunca se tenha visto aquele modelo).

c.       Os protótipos são exemplos típicos altamente representativos de um conceito. Exemplo: Protótipo do conceito de pássaro: Pardal, Protótipo do conceito de mesa: mesa de jantar.

 

 

RACIOCÍNIO

Um Processo em que a  informação é utilizada para retirar conclusões e tomar decisões.

 

RACIOCÍNIO DEDUTIVO: por inferência e implicação se parte de premissas ou pressupostos sobre a verdade do pensamento para depois se derivarem conclusões sobre essas premissas.

 

Ex:  A > B,  C < B…logo A > C

Se a premissa for verdadeira a conclusão também o será com grande probabilidade. Mas se partirmos de uma premissa falsa será duvidosa que a conclusão seja verdadeira.

 

RACIOCÍNIO INDUTIVO: Inferimos uma regra geral a partir de casos específicos e do uso de observações, conhecimentos, experiencia e crenças que temos sobre o mundo. As conclusões podem ser incompletas e incorrectas quando as provas são insuficientes ou inválidas.

Ex: inferir sobre um determinado individuo apenas baseando-se no modo como este se veste

 

 

RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS recorre-se:

 

Algoritmos: Regra que garante a solução de um problema (Ex: regra três simples).

 

Heurística: Regra pratica ou empírica ou atalho mental que pode conduzir a uma solução.

o   Ao contrário do algoritmo a heurística NÃO assegura que se alcance uma solução. Aumenta a probabilidade de sucesso

 

Ex. Viajar pela auto-estrada aumenta a probabilidade de se chegar mais rápido. Ou jogar o jogo do galo.

Para muitos problemas não existem algoritmo e neste caso recorremos à heurística.

 

Alguns tipos de heurísticas podem ser contraproducentes:

 

·         Heurística de representatividade – Quando “julgamos” as pessoas a partir do grau de representatividade de uma dada categoria ou grupo de pessoas.

Ex: Já foi muitas vezes assaltado por bandos de adolescentes. A heurística de representatividade leva-o a ficar em alerta assim quando vê um adolescente.

 

·         Heurística de disponibilidade – Julgamento da probabilidade de um determinado acontecimento com base na facilidade da sua evocação. Erramos pois é mais fácil recordar de acontecimentos dramáticos. (e.g. achamos que é mais perigoso viajar de avião do que de automóvel embora haja muito mais acidentes e mortes, provocados por viagens de automóvel que de avião).

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