Consciencia

Publicado: julho 1, 2010 em Psicologia

CONSCIÊNCIA

 

Evolução dos estudos sobre a consciência

 

Wundt e William James: foram os primeiros psicólogos a estudar a consciência.

 

·         Pediam as pessoas para praticar a introspecção e relatar o que sentiam.

 

Anos 30: com a ascensão do behaviorismo, os estudos sobre a consciência perdem importância dado que esta não pode ser medida nem observada objectivamente.

 

Anos 50: renova-se o interesse em estudar a consciência sendo a sua importância reconhecida inclusive pelos behavioristas.

 

Estudos sobre a consciência

 

Havendo dificuldade em realizar os estudos: dificuldade em comunicar enquanto decorre a experiencia (Ex: sonhos)

 

·         Recorre-se a relatos posteriores baseados na memória – pela auto-observação (mas pode levar a deturpações),

·         Conjugados com observações comportamentais e fisiológicas.

 

 

CONSCIENCIA:

É o dar-se contada das sensações, dos pensamentos, compreenção e dos sentimentos experimentados anteriormente, do mundo à nossa volta e do nosso mundo interior. A consciência vai das percepções que temos quando acordados até ao nível mínimo de consciência que é quando estamos a dormir, variando assim de um estado activo para um estado passivo.

 

 

ESTADOS DE CONSCIÊNCIA:

 

(A)  ESTADO NORMAL/ACTIVO: Consciência comum em estado de vigília.

 

Estudos feitos em laboratório ou meio natural (ex. em situação de vida corrente registam em gravador):

  • Pensam alto (relatam)
  • Classificam o seu estado (ex. estranheza)
  • Registam mudanças de pensamento
  • São feitas amostragens de pensamento: periodicamente as pessoas relatam ou classificam o seu conteúdo mental.

 

→ Tanto pode ser sensitiva como racional ou analítica.

→ Sabemos que quando acordadas as pessoas dedicam-se a um monologo interno que:

i)                    Inclui pensamentos, percepções, imagens, sentidos e tende a prevalecer informações realistas e relacionadas com o presente;

ii)                  Muda rápida e frequentemente de sentido, muitas vezes sem qualquer organização;

iii)                Varia de individuo para individuo e de situação para situação.

 

 

Explicação de HILGARD para as mudanças de assunto e direcção:

 

A consciência comum em estado de vigília é MULTIDIMENSIONAL:

 

1.      Aspectos activos: planear, iniciar e acompanhar acções e controlar pensamentos;

2.      Aspectos activos: simples conhecimento dos pensamentos, emoções, etc.

 

 

Presume-se que a consciência seja influenciada por subsistemas cerebrais (incluindo os que estão na base de fantasias, lembranças, etc.) que parece trabalharem (registando e processando informação) de forma independente, sem terem consciência uns dos outros.

 

 

 

FACTORES QUE PODEM INFLUENCIAR O ESTADO NORMAL OU A CONSCIÊNCIA COMUM EM ESTADO DE VIGÍLIA:

 

      Estado de cansaço da pessoa;

·         Estado emocional da pessoa;

·         Características pessoais do indivíduo (físicas e psicológicas);

·         Circunstâncias ambientais (Pope descobriu que a posição em que o individuo se encontra é importante: os indivíduos reclinados concentram-se mais tempo em assuntos do passado e do futuro);

·         Focalização da atenção:

o   Externa – importante para a sobrevivência (ex. carro)

o   Interna – ajuda-nos a manter-nos despertos (ex. quando aborrecidos)

 

 

(B)   ESTADOS ALTERADOS DA CONSCIÊNCIA:

– Os que são produzidos naturalmente: SONO E SONHO

– Os que são produzidos deliberadamente: ESTADO HOPNÓTICO, MEDITAÇÃO, USO DE DROGAS.

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