DESENVOLVIMENTO COGNITIVO E DA PERSONALIDADE

Publicado: julho 1, 2010 em Psicologia

DESENVOLVIMENTO COGNITIVO E DA PERSONALIDADE

 

1.      DESENVOLVIMENTO AO LONGO DA VIDA

 

  • Psicologia do Desenvolvimento: Ramo da Psicologia que estuda os padrões de crescimento e mudanças ao longo da vida.

No desenvolvimento interagem aspectos inatos (hereditários) e adquiridos (através das influências do meio.

    • Os factores genéticos podem ser potenciadores ou limitadores.

 

PERÍODO PRÉ-NATAL:

 

1- CONCEPÇÃO: é definido o código genético do indivíduo.

 

2- PERÍODO GERMINAL: As 2 primeiras semanas de reprodução de células.

 

3- PERÍODO EMBRIONÁRIO: Da 2ª à 8ª semana, continua a multiplicação de células (por divisão), formam-se alguns órgãos (por volta das 4 semanas o coração já bate). No final desta fase já se notam alguns membros (ex. pernas e braços).

 

4- PERÍODO FETAL: Desde a 8ª semana ao nascimento. O feto passa por várias fases específicas de desenvolvimento em que o ambiente tem muita influência, e em que más formações são difíceis de recuperar.

(A) O feto já responde ao toque.

(B) Os seus movimentos são perceptíveis pela mãe a partir da 16-18 semanas.

(C) Já pode ter cabelo e As expressões faciais são já mais definidas.

(D) Os órgãos principais já funcionam, mas ainda não sobrevive fora do útero.

(E) Começam-se a produzir os neurónios.

(F) Na 24ª semana (Idade Viável) já tem muitas características que terá à nascença. Quando nasce prematuramente já consegue sobreviver, abre e fecha os olhos, chucha, etc.

(G) A partir daí o feto ganha peso e cresce até às 38 semanas, tempo normal de nascimento (3,180 kg e 50 cm).

 

FACTORES AMBIENTAIS QUE MAIS INFLUÊNCIA TÊM NO PERÍODO PRÉ-NATAL:

 

1) NUTRIÇÃO: A alimentação da mãe é mt importante p/ o peso do bebé e se este for mal nutrido sofrer efeitos ao nível do desenvolvimento mental e tb ser + sensível à doença.

2) ESTADO EMOCIONAL DA MÃE: Parece afectar o feto. Bebés de mães ansiosas durante a gravidez, quando nascem, são mais irritáveis, dormem menos bem, etc.

3) DOENÇAS DA MÃE: Em particular a rubéola, a sífilis, a diabetes, a tensão arterial elevada, a Sida, entre outras.

4) USO DE DROGAS POR PARTE DA MÃE: Nascem com sindromas de abstinência quando são drogas que causam dependência. Alguns medicamentos provocam malformações.

5) COMPLICAÇÕES NO PARTO: Pode, por exemplo, provocar danos cerebrais irreparáveis.

 

 

INFÂNCIA: FASES DO RECÉM-NASCIDO À INFANCIA

 

 – RECEM-NACIDO:

 já apresenta algumas respostas involuntárias automáticas e , não aprendidas, que são mt importantes para a sua sobrevivência (ex: sucção para a alimentação) que com o desenvolvimento vai tendo comportamentos motores mais organizados e complexos: Aos 3 meses já se vira na cama; Aos 6 meses já se senta; Por volta dos 11 meses põe-se em pé; Por volta dos 12 meses anda.

– Apesar da capacidade de visão ainda não estar suficientemente desenvolvida (só vêem a cerca de 15-20 cm) a sua percepção visual é bastante sofisticada (e.g. distinguem expressões faciais e reagem a elas);

– Distinguem sons, sabores, cheiros.

– Desenvolvem capacidades sociais (sorriR ao ver a mãe)

– Desenvolvem laços emocionais com algumas pessoas em particular de acordo com as respostas destas aos seus choros, sorriso, etc. Esta vinculação é recíproca.

 

 

 – CRIANÇAS DE 1 ANO: verificaram-se 3 tipos de situação:

– Vinculação em segurança: mostram desconforto quando a mãe se afasta e voltam para ela quando regressa.

– Crianças "evitantes" não reagem quando a mãe se afasta mas evitam-na quando regressa (mostrando-se zangadas).

– Ambivalentes: mostram desconforto quando a mãe se afasta mas são ambivalentes quando regressa.

 

Na generalidade dos casos, A vinculação é diferente da mãe da do pai:

– COM A MÃE: procuram conforto. Geralmente é ela que cuida da criança.

– COM O PAI: geralmente brincam mais. As brincadeiras são diferentes: com o pai são mais físicas.

 

 

 – NO DESENVOLVIMENTO DAS COMPETÊNCIAS SOCIAIS são importantes:

 

o   As relações verticais: por exemplo com os pais;

o   As relações horizontais: com os seus grupos de amigos.

 

Progressivamente vão-se autonomizando dos pais e vão-se relacionando + c/os seus grupos. Com esta interacção aprendem a cumprir regras, a aprender a perspectiva dos outros e a elaborar respostas, ou seja, a relacionar-se. (ex: através de jogos, resolução de problemas). Por isso, a interacção com os outros é importante para o desenvolvimento das competências sociais.

 

 A CRIANÇA TAMBÉM TEM UM DESENVOLVIMENTO A NÍVEL COGNITIVO:

Tb são muito importantes as interacções com o social

Tornam-se + rápidas a processar informação c/> capacidade de concentração, memória e de organização da informação;

Desenvolvimento da consciência e entendimento dos nossos próprios processos cognitivos (Ex: planear, reconhecimento de capacidades, etc..).

 

 

ADOLESCÊNCIA

Estado de desenvolvimento entre a Infância e a Idade Adulta (começa ± 13 anos até ± 20 anos) em que se verifica mudanças físicas, psicológicas e sociais.

A) Puberdade: maturação dos órgãos sexuais

    • Rapazes: ± 13-14 anos; Raparigas: ± 11-12 anos;

 

B) As mudanças físicas verificadas têm efeitos ao nível das relações com os outros e na própria auto-estima.

 

C) Lutam pela independência em relação aos pais.

 

D) Sofrem factores de stress: Mudanças de escola; Relações voláteis; Abuso de drogas; Dificuldades familiares; Pressão académica, etc.

 

 

 

JOVEM ADULTO E Meia-idade

 

 – Entre ± 20 anos até ± 40/45 anos, atingem o auge da saúde física e o máximo da capacidade reprodutora;

 

– Entre ± 40/45 anos até 65 anos) pode suscitar problemas psicológicos tanto nas M e H. Nas mulheres surge a menopausa: pode provocar depressão mais pela valorização social da juventude do que p/ razões físicas. Nos homens tb há mudanças a nível da capacidade sexual.

 

Jovem Adulto e Meia-Idade:

 

  • Anos 20: Deixa a família de origem, Escolhe uma carreira, há 1 grande envolvimento na carreira e família;
  • Anos 30: Aceita-se que as escolhas “estão” geralmente feitas;
  • Anos 40:
    • Transição para a meia-idade: consciência de que a vida é finita.
    • Fazem-se balanços de vida. Se este for negativo dá-se a crise de meia-idade;
    • Sinais de envelhecimento físico;
    • Não há muito a progredir na carreira;
    • Procuram alterar as insatisfações;
    • Concentração n o presente em que a família e amigos são importantes;
    • Aceitar a vida que se tem é um sinal de desenvolvimento.

 

  • Anos 50: há > tolerância e compreensão em relação aos outros e c/ eles próprios;

 

VELHICE:

  • A velhice envolve mudanças físicas, diminuição da actividade sensorial, audição, visão, etc, < tempo de reacção;
  • – Resistência (mas muitas funções mantêm-se);
  • Alguns casos de senilidade: deterioração progressiva das capacidades mentais, incluindo: perda de memória, desorientação temporal e espacial e confusão.
    • Depende dos estímulos do meio e da prática (às vezes resulta de medicação, depressão, etc.)
  • Pessoas que enfrentam a morte passam pelas seguintes fases: Negação; Raiva; Negociação; Depressão; Aceitação.

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