Sociologia_Definição das Elites cont

Publicado: julho 2, 2010 em Sociologia

05-06-2010

Sumário: Michels e o estudo dos Partidos Politicos.

                 Estudos empriricos: Osteogorski, Mils, Dahl

                Tipologia das elites

                Definição Geral de Elite

 

MICHELS (1876-1936)

Michels (1876-1936) alemão, mas naturalizou-se italiano. Foi aluno Mosca e o influenciou como teórico. Envolveu-se na política no partido Socialista Italiano. Após a 1.º guerra Mundial, Teve actividade política no partido de Mossulini.

Aderiu ao APD, partido alemão democrático e conviveu dentro das estruturas no partido durante algum tempo. Com esta convivência concluiu que todas as estruturas político-partidárias democráticas estão corrompidas, não existindo efectivamente uma violação de igualdade de oportunidades no interior dos partidos. Deste modo, diz que a democracia era uma fraude.

Dentro dos próprios partidos havia sempre uma minoria dominante. Notou que surjia sempre dentro de qualquer partido.

 

O michels tenta percebeu uma análise Microdimencional (cooptação) e vai estudar as estruturas politico-partidárias, dentro da sociedade.

 

Em “Sociologia dos Partidos Políticos” (1911) desenvolve a lei das oligarquias de ferro.

Neste livro, Afirma que a maioria dentro dos partidos é desorganizada e só começa a ter peso quando aparece uma liderança, a fim de orientar.

A minoria domina o aparelho do partido (são as pessoas que conhecem a fundo como é que as estruturas funcionam, conhecem tudo em detalhe). Esta minoria faz-se eleger, mas é eleita e é legitimada pelos elementos que fazem parte da estrutura partidária. Esta tendência está presente em todos os partidos.

 

Designa de Máquina partidária que surgem naturalmente na estrutura por terem certas características.

 

Daí Micels, cria a lei de ferro da Oligarquia.

 

 

 

Lei de ferro da oligarquia

“lei”: ocorrência de regularidades (2.º o termo sociológico)

Mickels designou de ferro, pois tem razão de ser: O ferro é um elemento muito forte, em comparação com os outros elementos.

 

As pessoas quando ascendem as estruturas principais vão se cristalizando. As eleições partidárias só servem para legitimar a escolha, que já está feita previamente. Nestas estruturas, há uma profissionalização do trabalho político e uma reprodução directa de elites nos partidos políticos.

O fenómeno oligárquico consiste apenas numa pessoa ou grupo duro de pessoas que exercem o poder e que vai reproduzindo algumas mutações.

 

A lei de ferro da oligarquia explica-se por factores:


– Factores de ordem psicologia organizativos:

Encontram-se em qualquer organização. Quanto mais organização, mais competência. Exigem eficácia de actuação, competência, capacidade. Têm necessidades de formação e de especialização. Há uma estrutura hierárquica, isto é divisão de funções/tarefas que criam desigualdades.

Alguns serão mais importantes do que outros nessa organização.


– Factores de ordem psicologia individual dos líderes:

Para ser líder tem de se gostar – de mandar. Têm de ter o desejo de chegar ao poder. O cinismo é a perversão das estruturas democráticas. Devem de ser hábeis, capazes de manipular.


– Factores de ordem psicologia das massas:

Características que as massas têm para não conseguirem chegar ao poder, pois são desorganizadas, apresentam uma maior dificuldade em se adaptar ás mudanças; Não conseguem definir objectivos que possam ser cumpridos; Reconhecem algo de extraordinário nos líderes, pois estes são sempre vistos como alguém que tem carisma. Ficam fascinados com a capacidade que os lideres têm.

 

2.º Michels, o partido politico é uma máquina, que esmaga o individuo.

 
Michels tem um contributo importante para a abordagem mais objectiva (micro).

 

Contemporâneos do Pareto de do Mosca

 

Fazem estudos subsequentes.

 

  • Moisei Ostrogorski (1854-1921):

Fez uma abordagem semelhante à de Michels.

Fez uma análise dos Partidos Políticos em Ingleterra e visualizou o mesmo nos partidos ingleses.

 

Verificou que havia uma cooptação, no sentido de “eu vou sair, eu indico que me vai substituir”.

 

Depois, Ostrogorski foi aos estados unidos a fim de fazer a mesma análise, pois tinha a ideia que os EUA eram um dos países mais democráticos. Mas, pelo contrário, constatou que havia corrupção, captação.

Havia a tal politica partidária que esmaga o indivíduo de forma consistente. Esta máquina controlava a democracia Americana.

 

 

  • Wright Mills (1916 – 1962)

Escreveu “The power Elite”, 1956

Mills fez um estudo empírico (dimensão prática), macrodimencional.

Estudou as elites nos EUA.

 

Mills, Analisou as famílias que estão no topo, isto é, as pessoas que são chamadas a liderar, e quis pesquisar quais eram os interesses, necessidades dessas pessoas.

 

Estudou então as famílias de :

– grandes grupos financeiros, industriais, com grande poder económico;

– Famílias militares;

– Famílias politicas;

 

Chegou à conclusão que era possível falar de Elite Nacional:

As Elites eram estrategicamente endogamicas para aumentar o seu poder.

Casavam-se entre si, acabamdo por ser +/- primos.

 

Mills, a seguir à 2.ç guerra Mundial, constatou que estes três grupos (financeiros, militares e políticos) são os menos se evidenciam. Os políticos que tanto ocupavam o poder, a seguir á 2.º guerra são os que menos mandam.

 

 

 

 

  • Robert Dahl ( 1915-…)                           ( + importante dos empíricos)

 

Escreveu o “Good Governs”

 

Dahl, estava ciente de que a ideia de Milss não estava correcta.

 

Então fez um estudo para saber quem é que realmente governava em

NewHaveer, com cerca de 20 milhões de Habitantes.

 

Quem é que realmente governava?

Respondendo à questão, afirmou que nem a elite nem as massas, mas ambas!!

Não é possível demonstrar empiricamente o fenómeno elite.

O que há é uma negociação e cooperação de diferentes grupos. Negoceiam para a maioria poder alcançar os seus interesses, mas também como o interesse da massa.

 

2.º Dahl, não podemos falar de uma minoria que se impõe, mas podemos falar de uma POLIARQUIA.

 

POLIARQUIA: é constituída por diversos focos de poder.

 

Fez este estudo por meio do sistema Bola de Neve, entrevistando algumas famílias, e pedia informação de outras.

 

 

Nota:

Estes autores tiveram o esforço adicional de tentar demonstrar empiricamente e não apenas teorias como a teoria das elites.

O Mills e o Dahl, tentam pesquisar empiricamente se as elites são unificadas ou fragmentadas.

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